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terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Montra da Associação Amigos do Calhau no projeto #RuActiva
A Associação Amigos do Calhau participou no projeto # RuActiva com divulgação das suas atividades em 8 montras na rua d´Agua em Ponta Delgada. Parabéns a toda a equipe da RuActiva pelo profissionalismo demonstrado, foram excedíveis na ajuda que fomos necessitando, um muito obrigado ao Srº António Botelho pela disponibilidade da montra e um muito mas muito obrigado aos sócios que despenderam muitas horas da sua já preenchida vida para dar vida a este projeto
segunda-feira, 16 de março de 2015
Projecto de erradicação de plantas invasoras na orla costeira de São Miguel.
Inserido no projecto de erradicação de plantas invasoras da Orla Costeira
de São Miguel, a Associação Amigos do Calhau, vai efectuar no próximo dia 21/03//2015
das 10h30m às 12h mais uma limpeza do carpobrotus edulis- chorão-da-praia,
O combate à presença do chorão está recolhido na legislação nacional
(Decreto–Lei n.º 565/99). Na legislação regional (Decreto Legislativo Regional
n.º 15/2012/A, Regime jurídico da conservação da natureza e da protecção da
biodiversidade) o chorão está considerado como “um taxon com risco ecológico
conhecido” e "prioritário para controlo ou erradicação". O chorão
está ainda incluído entre as cem espécies infestantes da fauna e da flora
macaronésica determinadas como potencialmente mais perigosas no âmbito do projecto
BIONATURA.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Passeio Pedestre Invasoras versus endemismos: o caso do Lombo Gordo, Nordeste
Este passeio contou com a colaboração do biólogo Luís Silva, que que muito nos ensinou na interpretação da flora existente no local, deste a cota mais alta até ao nível do mar, considerando a dualidade entre as plantas endémicas e invasoras. A Associação Amigos do Calhau agradece publicamento a disponibilidade e entusiasmo que o Prof. Luís Silva demonstrou na realização deste evento.
Pode-se ver nesta foto a nefasta acção do homem num meio ambiente cheio de tesouros naturais:
a Aptenia cordifolia e Osteospermum fruticosum são duas plantas invasoras extremamente agressivas, que rapidamente destroem o espaço das plantas nativas
Spergularia azorica/Espergulária dos Açores, um do tesouros que se encontra na zona do Lombo Gordo
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
domingo, 11 de janeiro de 2015
O Fórum do Mergulho
Realizou-se nos dias 10 e 11 de Dezembro na Universidade dos
Açores o IV Fórum de apoio á decisão (?) “Conhecer o mar dos Açores”.
Estive no segundo dia e com aquele lema do apoio á decisão
esperava que todos tivessem voz desde a minoria que efectivamente teve isto é
os representantes do Governo e dos interesses económicos até aos representantes
da pesca profissional e lúdica e dos simples utilizadores do mar.
Claro que os trabalhos científicos acho que todos ou quase
todos da Universidade dos Açores foram, como já nos habituaram, de muita
qualidade e interesse embora num caso com números de milhões de euros que até superavam o total das receitas da
Hotelaria nos Açores.
Mas no fim da parte que vi ficou Governo -2, Universidade -7
e privados comerciais -4.
Privados cidadãos -0, privados pesca lúdica -0 e pesca
profissional-0.
Acredito que tenham tentado a participação desta maioria dos
utilizadores do mar, que apenas teve uns vislumbres de intervenção (aliás muito
discordantes) nas perguntas da audiência mas não se viu nada mais apesar de a
Constituição Portuguesa estabelecer essa maioria como titular do direito ao uso
e fruição dos bens naturais públicos incluindo o mar.
Talvez porque ao contrário do que foi afirmado não há
consenso nenhum.
E o facto é que é no mínimo desonesto fixar áreas a proteger
incluindo algumas das poucas zonas das nossas costas escarpadas a que o cidadão
normal pode aceder pelos seus meios (sem barcos caros) e que são de utilização
tradicional pelos que asseguram parte da sua subsistência com a pesca.
Se agora já morrem todos os anos demasiados pescadores e
apanhadores de polvos e lapas imagine-se o que vai acontecer se lhes for vedada
a utilização de algumas das zonas de mais fácil acesso.
É muito mau misturar os interesses das empresas comerciais
de mergulho e observação com a necessidade que todos sentimos de criar zonas de
repovoamento para as espécies.
Enquanto os primeiros apenas querem tomar posse dos seus
locais de mergulho favoritos e reservá-los para os seus clientes, de
preferência estrangeiros que pagam melhor, a segunda pode ser realizada com um
mínimo de perdas para a maioria dos utilizadores do mar.
Por isso a proposta apresentada pelo conhecido e conhecedor
Nuno Sá para a zona do Faial/Pico me pareceu muito equilibrada ao dizer
claramente que gostaria de ter pequenas zonas protegidas á volta dos locais
tradicionais de mergulho em que seria bom não haver pesca e propondo uma zona
na Madalena que claro que vai acabar por ser a que os pescadores tradicionais
puderem aceitar.
A proposta da AAM apenas tenta ressuscitar o defunto decreto,
que entrou em vigor mas ninguém cumpria, aumentando o número de zonas para
reservar o máximo possível para o mergulho e a promiscuidade entre conservação
da natureza e dos recursos do mar e os operadores comerciais.
Basta ver que 8 das zonas propostas a única qualificação que
tem é incluírem em grandes extensões de costa pequenas zonas tradicionais de
mergulho que deveriam ser tratadas como tal e não misturadas com outros
objetivos mais consensuais.
E a maioria ou quase todas estão a menos de uma hora de
viagem dos barcos das empresas de Ponta Delgada e Vila Franca.
Porque a verdade é que, na minha modesta opinião pelo menos,
as zonas de reserva para repovoamento de espécies, podendo ser em qualquer
trecho da costa, devem ser fora do alcance, longe quanto possível de zonas
povoadas ou com acesso fácil ao mar, com inicio e fim bem visíveis do mar e de
terra (e claros para todos seja um farol ou uma falésia conhecida), com um bom
espaço de costa e mar entre elas e onde se diz claramente às pessoas “aqui não
se vai passar nada durante dez anos” ou coisa parecida.
E onde se podem tomar algumas medidas de apoio ao
repovoamento como é feito em muitos locais e note-se que há também muitos em
que até o mergulho é interdito.
Mergulhei por exemplo numa reserva no Brasil em que apenas
num cantinho é permitido o mergulho e sempre a mais de um metro do fundo.
Portanto eu se fosse de uma empresa de mergulho gostaria de
ter os locais preferidos o mais livres da pesca que fosse possível mas sem
exageros não vá alguém pensar em proibir o mergulho também ou reclamar isso em
tribunal.
E por exemplo se é verdade que a zona do Dori tem 800 m de raio
é uma perfeita estupidez (chegaria quase a terra e fomentaria a desobediência
permanente) mas como em muitas outras coisas da informação regional aos
cidadãos desafio alguém a encontrar o texto que instala aquela reserva.
E é fundamental que as reservas sejam aceites ou pelo menos toleradas
por todos.
Voltando ao Brasil uma tentativa desastrada já há algum
tempo de impor uma zona exclusiva para uma empresa de mergulho num banco de
pesca tradicional acabou com um incêndio de um barco e também ouvi falar de no
Pico ter sido retalhado á facada um pneumático de uma empresa de whale
watching.
Mas voltando ao Fórum de imposição das decisões ainda
tivemos um momento surrealista quando o DRAM interrompeu o evento para dar a
palavra a um representante de Santa Maria que nem estava inscrito como orador e
nos brindou com uma longa intervenção.
Note-se que tem todo o direito de defender as suas opiniões
e dos outros associados mas não daquela forma e naquele momento em que o Fórum
se transformou numa ante-visão do famoso Prós e Contras Açoriano que se iria
realizar ali ao lado também só com prós e sem contras.
Embora seja verdade que a regulamentação que saiu depois
para Santa Maria é equilibrada e minimalista como deve ser nas áreas e nas
restrições embora no limite da constitucionalidade nas duas linhas que dedica
aos privados.
Finalmente e para
deixar uma pequena contribuição de quem anda no mar há muitos anos acho que
deveria haver:
Transparência –
com a garantia de que quem legisla não tem interesses no que é legislado ou não
está capturado pelos agentes económicos
Audição – com a
garantia de participação de todos os interessados e com direitos de utilização
comum dos bens públicos no mar que só devem ser limitados no mais estrito
interesse geral
Informação – com
a garantia de que o que deve ser cumprido é claro e está á disposição de todos
para consulta em todos os canais de forma simples e preferencialmente
referenciado no local por marcas em terra e bóias no mar.
E Bom Ano Novo de 2015 para todos que gostam do mar com a
certeza que é possível a partilha sem ferir o nosso princípio constitucional da
igualdade.
João Paim Vieira
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Projecto de erradicação de plantas invasoras na orla costeira de São Miguel
A actividade consistirá basicamente na erradicação do chorão
(Carpobrotus edulis) na zona litoral situada entre a Praia das Milícias e a
Praia do Pópulo, nas freguesias de São Roque e Livramento. Esta planta exótica
se encontra actualmente invadindo toda esta zona litoral, ocupando a primeira
linha de terra que está em contacto com a zona rochosa e o mar.
O combate à presença do chorão está recolhido na legislação nacional (Decreto–Lei n.º 565/99). Na legislação regional (Decreto Legislativo Regional n.º 15/2012/A, Regime jurídico da conservação da natureza e da protecção da biodiversidade) o chorão está considerado como “um taxon com risco ecológico conhecido” e "prioritário para controlo ou erradicação". O chorão está ainda incluído entre as cem espécies infestantes da fauna e da flora macaronésica determinadas como potencialmente mais perigosas no âmbito do projecto BIONATURA.
O combate à presença do chorão está recolhido na legislação nacional (Decreto–Lei n.º 565/99). Na legislação regional (Decreto Legislativo Regional n.º 15/2012/A, Regime jurídico da conservação da natureza e da protecção da biodiversidade) o chorão está considerado como “um taxon com risco ecológico conhecido” e "prioritário para controlo ou erradicação". O chorão está ainda incluído entre as cem espécies infestantes da fauna e da flora macaronésica determinadas como potencialmente mais perigosas no âmbito do projecto BIONATURA.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Limpeza da Orla costeira da Lagoa - dia 01-11-2014 das 14h às 16h
Caros Amigos,
O Expolab vai organizar uma limpeza da orla costeira da Lagoa, no dia
01-11-2014 das 14h às 16h.
Esta acção de sensibilização conta com várias parcerias entre as quais a
Associação Amigos do Calhau.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
MANIFESTO EM DEFESA DO CAGARRO
REIVINDICAÇÕES
PARA A CAMPANHA
“SOS
CAGARRO” 2014
Considerando as deficiências com as quais ano após ano se
confrontam os voluntários da Campanha “SOS Cagarro” e que levam a uma maior
queda e ferimentos das aves e a umas condições às vezes pouco dignas para o seu
resgate, as associações e os cidadãos abaixo assinantes reivindicam por parte
do governo regional:
1) Um compromisso para a redução efetiva da iluminação
pública durante as duas semanas principais que dura a Campanha SOS Cagarro.
Mais da metade das aves que caem em terra tem por causa a
exagerada iluminação pública de infraestruturas como portos de pesca, campos de
futebol e estradas situadas junto ao litoral.
Nesta situação a Campanha SOS Cagarro e todo o labor dos
voluntários muitas vezes não passa de um logro, limitando-se na realidade a
recolher as aves que previamente são “obrigadas” a cair em terra devido à
excessiva iluminação. Como consequência das quedas muitas das aves, perto de um
milhar no passado ano, ficam feridas ou morrem.
É necessário seguir exemplos como o das ilhas Canárias, onde
as autoridades regionais promovem ativamente a campanha “Apagón por la
pardela”, através da qual municípios e entidades privadas reduzem
significativamente as luzes durante a campanha de recolha de cagarros. Nos
Açores, pouco ou nada disto é feito apesar de existirem ilhas declaradas
Reservas da Biosfera que deveriam primar por estarem na vanguarda no respeito e
defesa do ambiente.
2) A declaração do cagarro (Calonectris diomedea
borealis) como Ave Regional, de especial interesse e proteção na Região
Autónoma dos Açores.
Ainda que nos Açores existam outras aves que seriam
candidatas a este título, esta espécie é a mais abundante em todas as ilhas, a
mais próxima das populações e aquela cuja proteção melhor serviria para a
proteção do conjunto dos ecossistemas litorais de todo o arquipélago e de
outras aves marinhas ameaçadas.
3) A criação do “Telefone do Cagarro”, telefone único
e gratuito para todas as ilhas a funcionar durante as 24 horas durante as
semanas da Campanha SOS Cagarro.
O “Telefone do Cagarro” evitaria a actual multiplicidade de
telefones disponíveis, todos eles pagos, e facilitaria a comunicação de quedas
de aves, reencaminhando a informação para a entidade mais adequada em cada
caso.
4) O inicio da construção de um Centro de Recuperação de
Fauna (CRF) nas principais ilhas, com capacidade para acolher e
tratar todos os cagarros feridos.
Durante a Campanha são bastantes as aves encontradas feridas e
que precisam de assistência veterinária, situação até agora não tratada de
forma adequada nem digna, faltando infraestruturas próprias. Os CRF poderão
servir também de lugar de depósito noturno de todas as aves recolhidas durante
a Campanha, que até agora são depositadas em lugares às vezes muito
inapropriados até a sua libertação no dia seguinte.
Os CRF são ainda uma necessidade, durante todo o ano, para o
tratamento de outras espécies de aves dos Açores e como depósito de animais
apreendidos em situação ilegal, necessidade para a qual a própria GNR tem vindo
a alertar repetidamente. Actualmente acontecem situações caricatas como o
transporte dum milhafre ferido da Terceira até o Corvo, ilha onde nem sequer
existem milhafres, por existirem ali umas pequenas instalações para a
recuperação de aves.
5) A divulgação pública e a análise dos resultados da
Campanha SOS Cagarro, permitindo detetar em todas as ilhas os pontos negros
onde é registada em cada ano uma maior quantidade de quedas de aves e uma maior
mortalidade.
Esta análise, juntamente com a informação sobre os lugares de
nidificação e do sucesso reprodutivo da espécie, permitiria definir melhores
estratégias e ações para as Campanhas a realizar nos anos seguintes.
Organizações, por ordem alfabética
Amigos dos Açores - Associação Ecológica
Amigos do Calhau - Associação Ecológica
CAES - Coletivo Açoriano de Ecologia Social
terça-feira, 29 de julho de 2014
Limpeza da orla costeira da Atalhada - Lagoa, Lugar do Cruzeiro, realizada no passado dia 26-07-2014.
A Associação Amigos do Calhau vem
agradecer publicamente todo o apoio prestado pela Câmara Municipal de Lagoa no
evento da limpeza da orla costeira da Atalhada - Lagoa, Lugar do Cruzeiro, no
passado dia 26-07-2014.
Esta acção de sensibilização
ambiental teve como paradigma a participação activa da sociedade civil em actos
de civismo ambiental.
Foi com grande agrado que
constatamos a participação de muitos jovens, que serão de certeza um exemplo
para muitos outros.
Um agradecimento muito especial
para a Dr.ª Cristina Calisto, vice presidente da Câmara Municipal da Lagoa, que
nos honrou com a sua participação activa, dando assim um importante contributo
para a formação da sociedade.
Um bem haja a todos
terça-feira, 22 de julho de 2014
Limpeza do Calhau - Local do Cruzeiro na Altalhada - Lagoa
Caros amigos,
A Associação Amigos do Calhau vai realizar, com a
colaboração da Câmara Municipal de Lagoa, Sábado, 26-07-2014, pelas 16h30m, uma
limpeza do calhau no largo do Cruzeiro, Atalhada-Lagoa.
Esta ação tem como objetivo sensibilizar a sociedade em
geral para a participação cívica na salvaguarda do Património Natural dos
Açores.
Neste local pode encontrar escoadas lávicas, juncos, perrexil,
limonium, erva leiteira, bracel da rocha, e muitas mais preciosidades da nossa biodiversidade
natural.
Apareça, e ajude-nos a manter este local limpo.
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quinta-feira, 17 de julho de 2014
Limpeza de plantas invasoras no litoral da Ribeira Grande
Caros amigos,
A Associação Amigos do Calhau vai
colaborar sábado, dia 19, das 10:30 às 12:30, com o Prof. Luís Noronha, numa
limpeza de plantas invasoras na orla costeira da Ribeira Grande.
Ponto de encontro: Miradouro de
Santa Luzia, pelas 10h:30m. Quem quiser pode chegar mais cedo pois, pelas 9h:30m,
o Prof. Luís Noronha já estará no local.
Tragam luvas e máquina
fotográfica para registarem as vidálias em flor. E uma lanterna para conhecer
as casamatas da II Guerra Mundial.
O combate à presença do chorão
está recolhido na legislação nacional (Decreto–Lei n.º 565/99). Na legislação
regional (Decreto Legislativo Regional n.º 15/2012/A, Regime jurídico da
conservação da natureza e da protecção da biodiversidade) o chorão está
considerado como “um taxon com risco ecológico conhecido” e "prioritário
para controlo ou erradicação". O chorão está ainda incluído entre as cem
espécies infestantes da fauna e da flora macaronésica determinadas como
potencialmente mais perigosas no âmbito do projecto BIONATURA.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Actividade de limpeza de plantas exóticas invasoras no litoral entre a Praia das Milícias e a Praia do Pópulo-Ponta Delgada
A
actividade consistirá basicamente na erradicação do chorão (Carpobrotus
edulis) na zona litoral situada entre a Praia das Milícias e a Praia do
Pópulo, nas freguesias de São Roque e Livramento. Esta planta exótica se
encontra actualmente invadindo toda esta zona litoral, ocupando a primeira linha
de terra que está em contacto com a zona rochosa e o mar.
O
combate à presença do chorão está recolhido na legislação nacional (Decreto–Lei
n.º 565/99). Na legislação regional (Decreto Legislativo Regional n.º 15/2012/A,
Regime jurídico da conservação da natureza e da protecção da biodiversidade) o
chorão está considerado como “um taxon com risco ecológico conhecido” e
"prioritário para controlo ou erradicação". O chorão está ainda incluído
entre as cem espécies infestantes da fauna e da flora macaronésica determinadas
como potencialmente mais perigosas no âmbito do projecto BIONATURA.
Ver texto completo ---------->Aqui
terça-feira, 3 de junho de 2014
Limpeza da Orla Costeira e Subaquática na Lagoa
Partindo do principio, se não sujarmos não é preciso limparmos,vai decorrer mais uma limpeza da orla costeira da Lagoa. Infelizmente esta máxima ainda não está interiorizada pelos Micaelenses. Precisamos de todos, (poder politico, poder local, forças de vigilância e população em geral) para tentarmos alterar esta situação.
Não fiques em casa, a tua participação é importante.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
A “liberalização “ da venda de peixe
Fui ver o que era o anúncio da
“liberalização” da venda de peixe que saiu há dias em todos os jornais.
E afinal é apenas a liberdade dos
comerciantes de ganharem mais ainda.
Antes se compravam um peixe de um
quilo por dois euros só podiam ganhar meio euro ( alguém acreditará nisso?),agora
podem comprar o mesmo peixe por um euro e lucrar dois euros com ele.
E eu a julgar que era uma
liberalização a sério com o fim de um regime antigo , caduco e corrupto de
antes do 25 de Abril.
É estranho como muitas leis de
Salazar continuam a ser acarinhadas 40 anos depois do 25 de Abril e até se pede
para voltarem como no caso da incrível lei das rendas de casa.
Esta do peixe é no mínimo esquisita
- numa sociedade que se diz dos livres mercados e da concorrência os únicos que
se podem considerar produtores nesta área são impedidos de vender o seu produto
directamente aos consumidores finais.
Mesmo que se trate de muito pouco
peixe pescado por pequenos barcos artesanais de boca aberta.
Será que são eles próprios que
não querem?
Não foi o que vi este ano em
muitos portos pequenos e grandes dos Açores em que a generalidade dos
pescadores se pudesse vender directamente o faria.
São normas comunitárias – esta
venderam-me durante uns tempos mas em Abril em Marselha , capital europeia da
cultura, ao lado do Metro do Vieux Port
estavam umas bancas em frente a cada barco com grandes prateleiras de inox
cheias de peixe que moradores e turistas admiravam e compravam.
Pargos , sargos , meros ,
tainhas,bicudas,polvos ,lagostas , cavacos e tudo o mais muitos vivos e todos
com um ar de terem acabado de sair do mar.
E nem sequer muito mais caros que
nos Açores alguns até mais baratos.
Noutras cidades do sul para além da venda há uma espécie de
restaurantes em que cozinham o peixe que os turistas compraram aos pescadores.
Em Cabo Verde no
Tarrafal vimos a chegada de um barco de pesca artesanal que
entregou o peixe directamente para cestos de vendedores , particulares,
restaurantes ,hoteis etc.
Disseram-me que tinha um anotador do governo que marcava o
que ia saindo.
Ficando a mais valia em quem teve o trabalho , a dificuldade
e correu o risco de ir ao mar para disponibilizar o peixe que todos gostamos seja
bem fresco.
E criando postos de trabalho de valor acrescentado local.
Neste Verão vi muitos exemplos do contrário nos portos dos
Açores de Santa Maria às Flores.
Desde a Lagoa com os restaurantes á volta do porto onde
legalmente não entra peixe vindo do mar até Santa Cruz nas Flores mesmo que se
trate de vinte ou trinta quilos vai tudo para circuitos que deveriam ser
exclusivos da pesca em larga escala.
Claro que isso só estimula a fuga e o incumprimento .
Em Santo Amaro no Pico vi chegar um barco que trazia duas ou
três caixas de peixe e perguntei se dois meros de 4 ,5 kilos que trazia não iam
logo para os restaurantes locais.
Resposta : nem pensar ou tiram-me a licença e os subsídios.
E contudo o interesse público e local parecia ser que os
habitantes e os negócios dependentes dele pudessem comprar o peixe fresco ali
mesmo.
Ou os turistas irem ao restaurante almoçar um daqueles
meros.
Em vez disso o peixe foi para caixas com gelo numa
arrecadação no canto do portinho , ficou a aguardar até á tarde para ser levado
para a Madalena a 40 km de distancia, esperou pela manhã seguinte para ser
leiloado sem a presença do pescador( que diz que por aquela quantidade não lhe
vale a pena fazer 80 km) e correu o risco de ser vendido a um ou dois euros o
quilo(esta vendo pelo preço que comprei).
Se voltar a Santo Amaro aquele
peixe terá muito mais de 24 horas em cima e a mais valia dele já terá ficado
por outros lados e noutras mãos.
Uma das principais razões porque
Portugal está na situação em que está tem a ver com o excesso de regulação , de
leis e normas para tudo e para nada que na maior parte das vezes embora dizendo
defender o interesse público instalam interesses muito particulares.
Mas neste assunto não se fiquem
pela opinião de um curioso como eu perguntem como eu perguntei a quem sabe
mesmo a Liberato Fernandes que com a Porto de Abrigo mesmo no meio de muitos
problemas e dificuldades até substituiu o Estado numa função que era dele nas
comunicações com os pescadores e não só.
Ou ao nosso navegador Genuíno
Madruga que embora seja um pescador de grandes pescarias tem sensibilidade para
os problemas dos mais pequenos.
E arranjem um sistema mais justo
para os pescadores e que ponha o interesse público no acesso rápido e local aos
produtos do mar á frente de outros interesses.
João Paim Vieira
terça-feira, 24 de setembro de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
CÂMARA DE LAGOA INAUGURA NOVAS INSTALAÇÕES PARA CLUBE NÁUTICO
A Câmara Municipal de Lagoa irá inaugurar, no próximo dia 17 de maio, pelas 18h00, as novas instalações do Clube Náutico de Lagoa.
A nova sede, construída no Portinho de São Pedro, corresponde a um investimento autárquico de cerca de 130 mil euros. Trata-se de uma obra que, segundo o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, João Ponte, “é realizada em tempo de dificuldades, mas que vem, não só colmatar a falta de uma sede para o Clube Nâutico de Lagoa, mas, similarmente, dotar a cidade de melhores condições para a realização e dinamização de atividades náuticas, num concelho onde a fronteira com o mar cativa a atenção de muitos visitantes, especialmente, durante a época do verão. Igualmente, será uma boa oportunidade para captar mais interessados no desporto náutico.”
Por outro lado, o edil lagoense salienta que, “esta obra vem contribuir para a revitalização daquele local que melhorou bastante, em seu entender, já com a abertura do CEFAL, precisamente, em 2009. Um trabalho que é necessário continuar destacando “como essencial, nesta zona, a construção do Passeio Marítimo da Cidade, que ficará situado entre a Pousada da Juventude e o Portinho de São Pedro, com o propósito de transformar toda esta área numa zona útil e aprazível para os lagoenses,” comprovando, mais uma vez, a aposta da autarquia nas pessoas e no seu bem estar.
O autarca da Lagoa espera, igualmente, que a construção da sede e o melhoramento que a Câmara Municipal de Lagoa se encontra a realizar nesta zona permita também a valorização do património lagoense, uma vez que a sede em causa confina com as ruínas de um forno da cal que se encontra ao abandono e que espera, no futuro, ver recuperado uma vez que é um traço característico dos costumes e tradições de outrora.
Refere-se ainda que, esta é uma obra financiada pela Câmara Municipal de Lagoa, que conta com o apoio da Programa Prorural, eixo 3, medida 3.2 - "Melhoria da Qualidade de Vida nas Zonas Rurais" e que teve como principal objetivo resolver, definitivamente, a carência evidenciada de falta de espaço para as atividades náuticas organizadas por este clube, desenvolvendo as mesmas numa pequena garagem cujas condições são precárias e sem espaço para arrumação das embarcações.
As novas instalações, localizadas no Portinho de São Pedro, prevêem instalações para arrumo das embarcações, numa área total de 140m2; instalações sanitárias, uma sala de formação, um gabinete para a direção e respetivo serviço de secretariado. Prevê ainda um parque de estacionamento com uma área de 275m2, para automóveis e embarcações. Em complemento a esta instalação, a autarquia procedeu à construção de uma rampa de varagem para entrada de barcos de pequeno porte, com uma largura de 6 metros e um comprimento de 25 metros.
+
Sabendo da importância do trabalho que o Clube Náutico tem realizado na Lagoa , são mais que merecidas estas novas instalações, para que possa desenvolver ainda com mais qualidade o seu trabalho.
Ficando situado numa das zonas com maiores problemas ambientais na orla costeira, é para nós uma esperança que a sua presença, juntamente com o Cefal., consiga resolver de uma vez por todas esta triste situação.
Sabendo da existência de uma estação elevatória neste local, que conforme o lado do vento, deita por vezes um cheiro nauseabundo, questionamos se esta mesma estação estará ligada ao emissário submarino situado na Avenida Litoral ?
Não podemos de salientar que a intervenção na orla costeira foi minimalista, respeitando assim o património existente (Portinho de São Pedro.)
A Direção
“PERCURSO E MEMÓRIA” PELA ORLA COSTEIRA DE PONTA DELGADA A 18 DEMAIO
Nota Informativa (2089)
“PERCURSO
E MEMÓRIA” PELA ORLA COSTEIRA DE PONTA DELGADA A 18 DEMAIO
A Câmara
Municipal vai realizar uma atividade que promove o património natural e
cultural da orla costeira de Ponta Delgada, no próximo dia 18 de maio, inserido
no programa “Bandeira Azul 2013” que, este ano, tem como lema o “Património
Natural e Cultural”.
A atividade
programada e que está a ser organizada pela Divisão do Ambiente e pela
Biblioteca Municipal Ernesto do Canto propõe um passeio pela orla costeira de
Ponta Delgada, de Santa Clara ao Livramento, mais propriamente até ao Miradouro
da Canada da Salsa, num trajeto que será de “Percurso e Memória”.
No âmbito desta
atividade do programa “Bandeira Azul 2013”, que este ano distingue cinco zonas
balneares de Ponta Delgada, todos os interessados em participar terão a
oportunidade de conhecer melhor as belezas naturais do percurso mas, sobretudo,
descobrir alguns aspetos de um património edificado que, muitas vezes e por
causa da sua antiguidade, não é tão óbvio à vista desarmada.
Neste
passeio, que irá desde a Nordela, em Santa Clara, ao Miradouro na Canada da
Salsa, no Livramento, serão, assim, explicados e destacados, pelo historiador e
responsável pela Biblioteca Municipal, José de Mello, vários pontos de
interesse que constituem o património religioso, militar, cultural e natural
como: o cemitério dos Judeus, o Fortinho de Santa Clara, a Casa Teófilo de
Braga, o Forte de São Brás, a Pranchinha, Avenida do Mar, Forno da Cal, Ilhéu
de São Roque, Forte São Caetano, Vinhas São Caetano, entre outros.
O passeio de
dia 18 começa pelas 9h00 junto ao antigo matadouro de Santa Clara e o regresso
será feito por autocarro que estará no miradouro do Livramento à espera dos
participantes.
Salienta-se
que as inscrições para o passeio “Percurso e Memória” poderão ser feitas até ao
próprio dia do passeio, através do e-mail gabrielaoliveira@mpdelgada.pt
Como já foi
referido no concelho de Ponta Delgada foram galardoadas com a Bandeira Azul da
Europa cinco zonas balneares, designadamente, as praias de Milícias e Pópulo,
Poços de São Vicente Ferreira, Poças dos Mosteiros e Zona Balnear do Forno da
Cal.
Salienta-se
que a Bandeira Azul é uma distinção atribuída anualmente pela Fundação para a
Educação Ambiental (FEE) a praias (marítimas e fluviais), marinas e outras
zonas balneares que cumpram requisitos de qualidade ambiental, segurança,
bem-estar, infraestruturas de apoio, informação aos utentes e sensibilização
ambiental.
Com a
Bandeira Azul, as praias e zonas balneares distinguidas ficam autorizadas a
ostentar o galardão durante a época balnear, que é considerado como um símbolo
de garantia de qualidade.
Ponta
Delgada, 10 de maio de 2013
Gabinete
de Comunicação
Rita
Resendes
domingo, 21 de abril de 2013
Conversas de sofá com o fotógrafo e viajante Pedro Ribeiro
Se gosta de fotografia e de viajar, amanhã, dia 22-04-2013, pelas 20:30h, inserido no evento “Volta ao Mundo em 80 Fotos”,o fotógrafo Pedro Ribeiro irá abordar estes temas de uma forma muito informal no convento dos Franciscanos na Lagoa- São Miguel Açores.
Contamos com a vossa presença e divulgação.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Atentado ambiental na orla costeira da Lagoa mesmo ao cair do pano de 2012
O civismo ambiental dos Micaelenses, nomeadamente sobre a sua orla costeira, deixa
muito, mesmo muito a desejar.
Infelizmente, nos últimos tempos
temos vindo a constatar que, cada vez mais, a orla costeira da Lagoa tem
sofrido atentado após atentado, não tendo, pelo contrário, o carinho que merece,
desde já devido à sua beleza e não só, pois em termos geológicos o seu valor é
enorme.
Em fins de Setembro, a Associação
Amigos do Calhau conseguiu, após algumas ameaças de queixa às autoridades, que
um empreiteiro retirasse o entulho que tinha atirado para o calhau. Nesta
situação que vemos nas imagens, não sabemos quem terá feito isto, portanto quem
o fez não terá sido apanhado em flagrante e, por isso, ficará impune, ficando o
entulho possivelmente neste local durante uma eternidade, já que o mesmo local
só tem acesso através de escalada.
Escalada esta que já tinha sido
realizada pela Associação em 2006 em colaboração com o Calag e a Câmara da
Lagoa para limpar esta mesma falésia.
Passados 6 anos, nada mudou: a
relação do ser humano com o ambiente em São Miguel é muito problemática; são
cada vez mais os problemas sociais, que levam ao vandalismo e à degradação; são
as prioridades das autoridades que cada vez mais gastam o dinheiro em centros
de interpretações e obras megalómanas como a famosa praia da lagoa das
Sete-Cidades, que até dá a parecer que o que se quer é encaminhar os poucos
turistas diretamente para estes sítios porque o resto da ilha está uma lixeira.
A educação ambiental nos Açores
deixa muito a desejar, temos uma direção dos assuntos do mar que só vê minérios
valiosos no fundo do mar, como forma de, possivelmente, ultrapassarmos esta
crise financeira (valores) que estamos a passar. Não sei em São Miguel quem é o
representante desta direção, já que existe neste governo um diretor do ambiente
e um diretor dos assuntos do mar, mas gostava de saber.
A fiscalização é outro dos
problemas: as Juntas de Freguesia são meros agentes passivos, que em muitos
casos só servem para ajudar na festa da paróquia; as Câmaras Municipais dizem
que não tenham dinheiro ou meios para aplicar as coimas que devem ou deviam ter
nas suas posturas camarárias; o Parque Natural de Ilha gasta o dinheiro todo em
obras faraónicas, ficando os vigilantes da natureza sem uma estrutura forte de
apoio funcional. Resta-nos o Sepna, que se tem desdobrado em mil trabalhos,
mas que diz que se o delator não for apanhado em flagrante, nada pode fazer.
Então, em que ficamos? Com as
Associações de defesa do Ambiente?
Coitadas, estas parecem estar
mais mortas do que vivas!
Bem hajam.
José Pedro Medeiros
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