
Tendo assistido nos ultimos dias a alguma troca de informação nos meios de comunicação, sobre a criação na Lagoa do Fogo por parte da Secretaria da Economia de um passadiço em madeira como forma de proteger a flora local para dar continuidade ao trilho que vem das lombadas, suscitou-me algumas dúvidas, que com o tempo não tenho conseguido esclarecer.
Numa primeira fase era a favor da sua construção, porque em sítios como a Área de Paisagem Protegida do Litoral de Esposende, ou o Parque Natural da Ria Formosa eles existem e são fundamentais para a protecção das dunas e da flora lá existente.
Ao tentar implementar estes passadiços na Lagoa do Fogo, como se pode ver na imagem acima o impacto, penso a meu ver vai ser muito mau, tanto a nivel visual como para a própria flora. Como disse Teófilo Braga e bem só a sua construção por gente que nos tem habituado a tudo menos ao respeito pela natureza deixa alguma preocupação, pelo que quando me disseram que a altura deste passadiço do chão era de 10 cm fiquei a pensar:
O que é que cresce por debaixo do passadiço, talvez lixo, quem é que impede os menos atentos à natureza de andar fora do passadiço, ninguém e lá continuamos todos na mesma, menos alguém que ganhou uns bons trocos com isto.
A minha razão de tocar neste assunto, tem a haver com a questão levantada das prioridades dadas na defesa do ambiente, ou mesmo como penso, está-se a pôr devagarinho o Ambiente a trabalhar para a Secretaria da Economia, lavando daí as mãos a Secretaria do Ambiente.
Então neste mesmo concelho temos problemas ambientais gravissimos, como é a costa das Calhetas e de Rabo de Peixe, a Praia do Monte Verde e vai-se pensar em colocar um sobrado na Lagoa do Fogo, há coisas na nossa terra que nunca vou conseguir perceber, devo ser muito burro.
José Pedro Medeiros
