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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um Oceano de plástico


Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.
Foto do vórtex




No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.




Ocean Plastic



O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.





Tartaruga deformada por aro plástico


A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de ">Curtis Ebbesmeyer , em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.






Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave



Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.


Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico

E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.
Fontes: ">The Independent , ">Greenpeace e"> Mindfully

Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos os nossos valores e principalmente o nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos.

Antes de Reciclar, reduza!Reenvie... não custa nada... Ajude o ambiente..

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Divulgação: A migração dos Cagarros no Nordeste



A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, através do Centro Ambiental do Priolo, e em parceria com a Câmara Municipal do Nordeste, realizará no dia 9 de Maio na Biblioteca Municipal de Nordeste varias actividades que pretendem sensibilizar à população do concelho sobre a problematica destas aves.


O Programa de actividades será o seguinte:


17h – 19h – Conhece o Zeca Garro! (Actividades para Crianças)


21h – Palestra “A Migração dos Cagarros”


21h15 – Campanha SOS Cagarro.


21h30 – Passeio a pé até a Boca da Ribeira para observação de cagarros.


Estas actividades estão destinadas tanto a crianças como a adultos e pretendem aproximarnos da biologia dos Cagarros e fazernos compreender o importante papel que cada um de nós pode cumprir para lograr que os Cagarros consigam proseguir a sua migração.


A participação é gratuita e não precisa de inscrição.



Para informação sobre outras actividades do Centro Ambiental do Priolo visite .centropriolo.com


domingo, 19 de abril de 2009

Passeio pelo litoral de Rosto de Cão















Friso em madeira na ermida de Nossa Senhora do Pópulo
A Associação Amigos do Calhau, efectuou no passado dia 18 de Abril, dia Internacional dos Monumentos e Sítios um passeio pelo litoral de Rosto de Cão em São Miguel, com a finalidade de dar a conhecer aos alunos de Turismo e Património Cultural da Universidade dos Açores, os antigos currais de vinha de São Caetano e de Nossa Senhora da Glória dos Séc. XVII e XVIII.
Este passeio foi-nos solicitado pela Profª Doutora Susana Goulart Costa do Departamento de História Filosofia e Ciências Sociais da UAC.
Foi um tarde excelente, onde o observar no local do nosso património natural e construido originou varias trocas de idéias sobre a importância de se tentar conservar este magnifico exemplo da nossa vivência passada.
Este passeio terminou com uma visita à ermida de Nossa Senhora do Pópulo, ermida que dá nome ao local.
Os nossos agradecimentos, á Srª Teresa Albergaria, proprietária da ermida, pela sua disponibilidade e amabilidade com que nos recebeu.
Um agradecimento á Ecoteca da Lagoa, valência do OVGA, em especial á sua directora Drª Mafalda Moniz, pelo fornecimento da brochura "A Diversidade na orla costeira, entre Rosto do Cão e Santa Cruz” que fez as delicias dos presentes.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Safari Geológico em Dia Internacional de Monumentos e Sítios e Dia Mundial da Terra

O Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores e a sua valência Ecoteca de Lagoa (Rede Regional de Ecotecas da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar) promovem no próximo dia18 de Abri, um Safari Geológico de autocarro e pequenos percursos a pé e que visa a comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (Dia 18) e Dia Mundial da Terra (Dia 22). Divulgar a geodiversidade de parte da ilha de São Miguel e promover a sua geoconservação são os objectivos principais deste geoconvívio. A acção que conta com a parceria da Câmara Municipal de Lagoa está aberta a todos quantos queiram participar, estando a concentração prevista para as 10:00 horas na Av. Vulcanológica nº 3, Atalhada, Lagoa.
ecoteca.lagoa@azores.gov.pt



Com os melhores cumprimentos,

Mafalda Sousa Moniz
Directora da Ecoteca de Lagoa
Telemóvel 969222157
Av. Vulcanológica nº 3, 9650 Atalhada Lagoa

terça-feira, 31 de março de 2009

CineEco 2008

O Festival de Cinema e Vídeo de Ambiente “CineEco 2008″ tem este mês uma extensão na Ribeira Grande, promovida pela Ecoteca local, com o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande e Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.


Vão ser exibidos no Teatro Ribeiragrandense, pelas 21h30m dos dias 3, 6, 7 e 8 de Abril  um conjunto de filmes e documentários que alertam e sensibilizam a população para as questões ambientais.

A Entrada é livre!

domingo, 16 de novembro de 2008

Agrupamento 1122 dos escuteiros do Livramento na Campanha SOS Cagarro


No ambito da campanha SOS Cagarro 2008, a Drª Mafalda Moniz, directora da Ecoteca da Lagoa apresentou sábado dia 08 de Novembro, um powerpoint de informação e sensibilização sobre esta campanha ao agrupamento 1122 dos escuteiros do Livramento.


Aqui ficam algumas imagens deste maravilhoso evento, que contou com a colaboração da Associação Amigos do Calhau.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Maçarico Galego - Numenius Phaeopus

Maçarico Galego, pertencente à família dos Scolopacidae e do género Numenius.Uma ave Migrante de Passagem que viaja pelos Continentes a fugir do tempo frio (invernante), e é comum encontrá-la nas zonas costeiras.
Apanhei esta foto na Vila Franca, mais precisamente na zona do baixio, zona esta amada por todos os amigos de observação de pássaros sendo inclusive um ponto de referência da SPEA e que vai desaparecer proximamente para dar lugar a mais restaurantes e discotecas.

Se não abrimos os olhos ainda ficamos funchalizados, irra!!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Azorina vidalii

Alexander T. Vidal, oficial da marinha real britânica, para além do levantamento hidrográfico e de defesa das ilhas, colaborou na realização de alguns estudos de história natural nos Açores (1841 e 1845) com Hewett C. Watson. Em honra do Capitão Vidal, Watson propôs a criação do género Vidália, à actual Azorina vidalii, que é hoje a mais conhecida das endémicas açorianas.

domingo, 21 de setembro de 2008

Obras no porto da Caloura

A realização de obras no porto da Caloura poderá ser uma excelente oportunidade para a Secretaria do Ambiente e do Mar, mostrar a todos nós que tem a seu cargo a defesa do ambiente e realiza esta obra de forma a que fique o mais possível integrada na paisagem local, ou então darão cabo da beleza daquela zona

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

MORADORES DA FAJÃ DO CALHAU

Artigo que saiu no jornal Açoriano Oriental, e enviado à Associação Amigos do Calhau por "MORADORES DA FAJÃ DO CALHAU" .
A Associação Amigos do Calhau tem no seu objecto social, a defesa da orla costeira da Ilha de São Miguel, não tendo por isso absolutamente nada a ver com a Associação dos Amigos da Fajã do Calhau, que terá outros objectivos.



Artigo publicado.

Em resposta à reportagem publicada neste jornal respeitante à construção da estrada de acesso à Fajã do Calhau (F.C.) e de título "Ameaça ao desordenamento do território" e consequente carta dirigida a vossa excelência pela Associação dos Amigos da Fajã do Calhau (A.A.F.C.), vimos por este meio comunicar-lhe que existem opiniões divergentes à expressada pela A.A.F.C. na carta que lhe foi dirigida.Em primeiro lugar, queríamos salientar que é preocupação de todos os utilizadores da Fajã do Calhau o acesso à mesma. Contudo, em primeiro lugar privilegiamos a segurança de esse acesso, independentemente do seu tipo. Em segundo lugar, privilegiamos a capacidade que tal acesso possa ter em facilitar actividades aí desenvolvidas - o caso da vinicultura, incluindo a sua habitabilidade. É do conhecimento dos utilizadores daquela fajã que o acesso e habitabilidade da mesma comporta um risco, e que é muito maior do que o das zonas habitacionais. A Fajã do Calhau é uma zona de risco e isto está contemplado pelo plano de ordenamento do território (PROTA). Obviamente que reduzir os riscos que comportam o acesso à fajã e à habitação na mesma são do desejo de todos os seus utilizadores e querer que eles não existam é demagógico. O risco que comporta utilizar aquela zona é conhecido historicamente. Não são apenas as recentes derrocadas da rocha do caminho do Faial da Terra indicativas do mesmo, salientamos ainda a grande derrocada da falésia junto à própria fajã, faz aproximadamente uns 30 anos, que inviabilizou do cultivo todas as terras junto à mesma na quase totalidade da extensão da fajã, mas de maior gravidade e extensão na zona orientada ao Faial da Terra (ainda hoje essa inutilização é visível); naquela altura foram várias as casas, especialmente as próximas à falésia, que ficaram soterradas até metade pela terra que trouxe a avalanche. Foi um acidente que felizmente ocorreu sem vítimas. Estes factos são por si só indicadores do tipo de rocha que ali existe e do risco que comporta habitar nesse lugar e edificar nessa sustentação geológica. Obviamente que uma opinião técnica, respeitante à construção da nova estrada, por parte dos especialistas nesta área, seria de todo desejável, pois estamos a falar de zonas de risco, vidas humanas…etc... A falta de pareceres técnicos respeitantes à segurança da nova estrada é deveras preocupante para os utilizadores e visitantes daquele espaço.Contudo, não é só da preocupação dos utilizadores daquela fajã a segurança das vias de acesso presentes, passadas e futuras, mas também a segurança da habitabilidade da mesma - os riscos de habitabilidade que possam resultar da alteração da zona junto à falésia devido à construção da estrada uma vez dentro da própria fajã. Esta é outra questão para a qual ainda não se ouviu nenhum parecer, mas o qual aguardamos. Sem querer discutir sobre a legalidade da edificação da nova estrada, é uma zona de risco, e é à legislação actual que deveriam estar subjacentes edificações de estradas assim como de casas. Salientamos que é a segurança do acesso e da habitabilidade que desejaríamos que fosse devidamente atendida e que nos fosse informada. Gostaríamos de referir que também é da preocupação de alguns moradores a falta de um planeamento urbanístico e outro tipo de regulamentações para aquele lugar, do qual se pretende salvaguardar as singularidades para benefícios variados (sejam eles turísticos e/ou agrícolas). A descaracterização do espaço urbanístico foi imediatamente visível após o acesso de viaturas por via terrestre à parte da fajã orientada ao Faial da Terra ter sido possível. Nessa zona é visível a construção/reabilitação (?) de casas com arquitectura desenquadrada - a legalidade de tais construções é também questionável. Neste momento a Fajã do Calhau não tem saneamento básico, recolha de lixo, electricidade, não há um plano de conservação das vinhas nem do calhau, nenhum de desenvolvimento sustentável às actividades que ali se praticam, e a falta de toda esta regulamentação, que seria necessária e urgente, permite que proliferem naquele lugar esgotos que escoam de novas construções directamente para o calhau, estradas feitas de entulho de construção no calhau, lixeiras improvisadas a céu aberto, restos de obras e demolições no calhau, a que geradores de electricidade causem uma poluição sonora insustentável, e a que o cultivo de relvados aumente em número e extensão em detrimento da vinha que foi e vai sendo progressivamente arrancada. Perante estes indícios, que podemos esperar, num futuro próximo, para aquela fajã de características que até há bem pouco tempo eram efectivamente singulares da paisagem Açoriana? Definitivamente, alguns moradores neste momento questionam o que ali se pretende preservar e o que ali se pretende promover com uma estrada de orçamento concedido em prole do desenvolvimento local da actividade vinícola. Sendo uma zona de risco, também nos preocupa a falta de previsão de um plano de prevenção e gestão de riscos. A acessibilidade não é o único problema numa zona daquele tipo, a evacuação numa situação de catástrofe, com isolamento do lugar, também é nossa preocupação.
Últimas: Diga leitor / Carta ao director

domingo, 10 de agosto de 2008

Vila Franca do Campo, é amiga do betão!



Possivelmente, já será uma obra dentro do POOC ou do PROTA, em que o betão desordenado para proteger meia dúzia de barcões é muito mais importante, que o bonito casario desta (menos) bonita Vila de São Miguel.

Também se poderá dizer que esta obra é a pensar no aquecimento global, nos degelos e que se calhar devíamos vedar a ilha toda como forma de defendermos as populações das intempéries, mantendo assim os níveis de venda de cimento em crescimento, o que é sempre um factor de desenvolvimento muito importante

Tenho muita pena de que a ilha onde nasci, e onde nasceram os meus antepassados esteja a tomar este rumo.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

"O Estado da Região" Programa da RTP-Açores

Dia 23 de Julho pelas 21.30h no Cine-Teatro da Lagoa, junto à igreja do Rosário, irá ser gravado o Programa da RTP - Açores "Estado da Região", cujo tema será o Plano de Ordenamento do Território dos Açores (PROTA), e que terá os seguintes convidados:

Dr. Virgilio Cruz, Director Regional do Ordenamento do Território
Dr. Sérgio Diogo Caetano, em representação dos Amigos dos Açores
Arqt. João Faria e Maia, em representação da Quercus
Associação de Municípios (nome a confirmar)


Poderão assistir todas as pessoas interessadas, sendo que o programa será transmitido quinta-feira dia 24, depois do Telejornal-Açores

domingo, 20 de julho de 2008

quarta-feira, 9 de julho de 2008

ambitech no Pavilhão do Mar

ambitech

ambitech



Empresas esgotam espaço do Pavilhão do Mar

Os Açores representam, neste momento, para os privados, um filão de negócio nas áreas do Ambiente e das Cidades. E a provar isso mesmo está o facto de as empresas nacionais e regionais terem disputado os 2500 metros quadrados do Pavilhão do Mar, na AmbiTech Açores 2008 – Expoconferência de Água, Resíduos, Energia e Cidades, que vai decorrer em Ponta Delgada, entre 9 e 11 de Julho.

A AmbiTech Açores 2008, a primeira iniciativa em Portugal orientada para a inovação e a tecnologia nos sectores do ambiente e das cidades, conta 49 expositores, dos quais 39 empresas e 10 entidades públicas. Encontram-se ainda empresas em lista de espera, por já não existir espaço expositivo disponível no Pavilhão do Mar.

No dia 9 de Julho, o Presidente do Governo dos Açores, Carlos César, irá realizar uma visita oficial à feira. O horário de funcionamento da exposição, cuja entrada é gratuita, é entre as 10h00 e as 20h00.

A AmbiTech Açores é uma iniciativa do Governo dos Açores, através da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, em parceria com o Grupo About Media, responsável pela edição do jornal Água&Ambiente e do jornal Arquitectura.