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terça-feira, 31 de março de 2009

A Chegada dos Cagarros na Ribeira Grande

Em 2008, no âmbito da Campanha SOS-Cagarro, os Amigos dos Açores – Associação Ecológica e a Associação Amigos do Calhau desenvolveram diversas iniciativas que procuraram um maior envolvimento de voluntários no salvamento do cagarro, que é a ave marinha mais abundante nos Açores e que todos os anos se desloca ao arquipélago para acasalar e nidificar.

As acções de divulgação e sensibilização mobilizaram muitos voluntários para as brigadas de salvamento desta ave, o que ajudou ao sucesso da recolha e posterior libertação das jovens aves. As parecerias e colaborações com outras entidades, como com o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR – SEPNA e a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, entre outras, foram fundamentais, quer na recolha e libertação das aves, quer no encaminhamento destas para cuidados veterinários, sempre que necessário.
Na quarta-feira, dia 1 de Abril, por iniciativa da Ecoteca da Ribeira Grande, decorrerá pelas 20h30m no Teatro Ribeiragrandense, uma sessão pública onde os participantes poderão analisar a actividade da campanha SOS-Cagarro e auferir os resultados obtidos. Estará patente uma Exposição de Fotografia e será exibido uma montagem de imagens de arquivo da RTP/A, realizada pelo jornalista Vasco Pernes, e serão, também, apresentadas fotografias dos salvamentos realizados na zona da Ribeira Grande.



A exemplo do decorrido no dia 19 de Março no Cine-Teatro Lagoense, será realizada uma apresentação que resumirá a participação dos Amigos dos Açores e dos Amigos do Calhau na campanha do ano transacto.
Será, ainda, apresentada uma publicação sobre a Flora e Avifauna do Litoral dos Açores, bem como materiais a usar na Campanha de 2009.
O Encontro será a primeira acção do ano dedicada ao cagarro na Ribeira Grande, pretendendo-se cativar cada vez mais voluntários para a promoção e salvamento desta espécie. No âmbito da mesma iniciativa decorrerá uma outra acção, que consistirá numa confraternização nocturna no miradouro de Santa Luzia, na falésia do Palheiro, junto às piscinas da Ribeira Grande, com o intuito de se ouvirem os sons dos cagarros.

CineEco 2008

O Festival de Cinema e Vídeo de Ambiente “CineEco 2008″ tem este mês uma extensão na Ribeira Grande, promovida pela Ecoteca local, com o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande e Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.


Vão ser exibidos no Teatro Ribeiragrandense, pelas 21h30m dos dias 3, 6, 7 e 8 de Abril  um conjunto de filmes e documentários que alertam e sensibilizam a população para as questões ambientais.

A Entrada é livre!

terça-feira, 24 de março de 2009

Querem fechar a Ferraria

Já tinha iniciado a escrita de um texto sobre a Ferraria quando me chegou a informação de que a empresa a quem foram adjudicadas as obras das Termas quer fechar o acesso por nove meses . 

Se não fosse alguém que me merece todo o crédito francamente nem tinha acreditado porque quem tenha autorizado isso nem imagina o pesadelo de relações públicas em que se meteu . 

Para mais em ano de eleições autárquicas . 

Como se já não bastasse o secretismo e a falta de informação sobre o projecto aos cidadãos tanto os dos Ginetes como todos nós que temos o direito de saber o que querem lá fazer e a tempo de nos pronunciarmos . 

Já a obra anterior ,em que havia alguma razão para fechar a estrada em alguns dias porque ocupava metade da largura da mesma para a passagem dos tubos de água e condutas de electricidade , deu os conflitos que deu quase chegando a vias de facto e realmente nessa os incómodos acabaram por até nem serem assim tão grandes . 

Nesta obra em que apenas se vai fazer na estrada um muro de protecção lateral para reter as pedras que caem da encosta só alguém de má fé pode dizer que é necessário fechar a estrada para isso . 

Depois da intervenção desastrosa e custosa ( ainda estou á espera de serem publicadas as contas finais do material que foi directamente para o lixo) na zona da Poça onde ainda há muito a limpar e parafusos para arrancar é agora que está a começar a melhor época para as pessoas gozarem aquele local que o pretendem fechar ? 

Antes se preocupassem em obrigar quem destruiu uma parte do caminho com uma máquina que nem podia lá circular a reparar rápidamente os estragos mas quem sabe diz que nem processo tem aberto . 

E assim vai a protecção das Zonas especiais da natureza . 

O que a Ferraria precisa para além da limpeza dos restos da intervenção da SRAM é de cuidado no manuseamento das rochas dentro da Poça , é da presença de um geólogo que explique ao operador da máquina para não deixar a frente de rocha desagregável subjacente á lava exposta ás ondas o que já fez que este ano a zona limite da poça recuasse dois metros . 

Note-se que não está em questão a perícia do operador que fez um arranjo que , embora alto de mais para meu gosto ,conseguiu resistir aos temporais de inverno .  

Apenas a zona de onde sai a água quente precisa da atenção de um especialista caso contrário dentro de alguns anos terá colapsado  podendo até provocar o desvio ou extinção do recurso . 
 
 

Finalmente espero que o bom senso prevaleça e os direitos tradicionais das pessoas que frequentam a Ferraria sejam respeitados e note-se que conheço pelo menos seis pessoas que lá vão regularmente por motivos de saúde e não tem qualquer hipótese de descer aquilo a pé . 

Se não for esse o caso depois  do que lá ouvi ontem sobre o fecho acho que vamos ter muitas noticias na nossa RTP- Açores e nos vamos divertir ainda como no tempo das portagens na Ponte 25 de Abril em Lisboa . 

João Paim Vieira