_______________________________________________________________________________________________

domingo, 5 de abril de 2009

Obras na Praia dos Moinhos



No passado dia 29 de Março, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, teve a amabilidade de receber alguns membros da Associação Amigos do Calhau em conjunto com representantes do movimento SOS Porto Formoso.

Esta reunião surgiu, no seguimento das notícias vindas a público no jornal Açoriano Oriental, sobre as obras de requalificação do acesso à praia, assim como a construção de novos balneares e instalações de apoio ao Instituto de Socorros a Náufragos.

Foi pela Associação mostrado ao Exmo. Presidente da Câmara da Ribeira Grande as nossas preocupações nos seguintes pontos:


- Volumetria da obra, nomeadamente a escadaria que nos parece chocar com as dimensões da actual.


- Integração paisagista de toda a obra, de forma que o elemento principal seja sempre a praia e a sua natureza e não um elemento de arquitectura.


- A necessidade urgente de se resolver a poluição das ribeiras.

Da parte do Sr. Presidente Ricardo Silva, foi-nos dadas garantias de que a volumetria das escadas estava exagerada no jornal, onde o arquitecto procurou favorecer as linhas do seu projecto e que a obra não ia tirar um grão de areia à praia.


A Praia dos Moinhos é um lugar paradisíaco já com muitos problemas de ordenamento, onde a continua pressão de construção é enorme, cair na tentação de reinventar a natureza é um tremendo erro.


São já mais de 500 as pessoas que apelam a que haja bom senso, a Associação também.

José Pedro Medeiros

sábado, 4 de abril de 2009

O velho que vira novo


forno de cal
Upload feito originalmente por filipe franco
Em dias de inaugurações, sem querer abordar os crimes cometidos em relação a linha de costa de S. Roque, no projecto do prolongamento da Avenida Marginal, deve-se destacar pela positiva o restauro do Forno de cal da Canada da Shell com nota negativa para a panóplia de candeeiros existentes em redor.

Aqui fica o registo a demonstrar que o nosso património pode e deve relacionar-se com os anseios do nosso presente colectivo.

Parabéns Ponta Delgada

quarta-feira, 1 de abril de 2009

GEOADIVINHANÇOS TERCEIRENSES


Está em curso, em Angra , uma pomposa  conferência Transatlântica  sobre Energias Renováveis  á qual, com muita pena  não  assistirei  porque não consegui adiar  uma  agenda com peritos em Sismologia  Vulcânica  que se d eslocaram aos Açores.

E tenho pena porque, partindo do pressuposto que  existirá diálogos com a  assistência, seria possível  discutir  a  questão geotérmica da Terceira com alguns dos participantes.

Como se sabe , a exploração  geotérmica  terceirense  ,á semelhança  dos Gatos Fedorentos, “ é uma espécie de projecto geotérmico”, quase  messiânico e ,consequentemente envolvido  em segredos  de  restrito  acesso.

Não duvido do projecto geotérmico da Terceira  até porque  constitiu  uma  equipa interdisciplinar  para o respectivo arranque em 1997-98!  Essa  fase  pioneira e arriscada  faleceu rapidamente  por motivos meramente  pessoais , coisa  típica  em meios pequenos e  mesquinhos  como o”meio açoriano”,nomeadamente  quando estão  envolvidas  partidarites. Em vez de nos auxiliar a  estruturar e a caminhar melhor  alicerçados, o Governo Mota Amaral moveu-me uma guerra  absurda e  ignóbil que terminou no Tribunal de Ponta Delgada, em 1991 !!!, com a absolviçãp total e  unânime de todos os  arguidos (eng Jose Mendonça,engº Jorge Carreiro, engº Eduardo Moura e  eu , o principal visado ). O Ministério Público nem recorreu . Nem uma linha , pedindo desculpas, escreveu o dito governo  Mota Amaral--- enxovalharam-se  dedicados técnicos, apresentaram-se horríveis deurpações da verdade (desmontadas  uma a uma ) e tudo ficou como nada fosse. A minha reintegração ,em 1990, no projecto geotérmico (então á beira da falência de uma administração Rosa Nunes ) nunca apagará as chagas de ferozes golpadas.

Mas , voltando á Terceira, onde a geotermia terá algum,a viabilidade, constituiu-se uma estranha sociedade , a Geoterceira , que tudo esconde dos especialistas exteriores á empresa (como eu)  com o argumento de que é uma empresa….privada. E marcam-se, com o maior desplante, datas para uma certíssima  central geotérmica de 12  megawats !

Como, pergunto eu? Se não foi realizado um único poço de  avaliação. Se não foi realizado um único teste de p+rodução . Se o figurino geotérmico da Terceira  é bem diferente e mais complicado  do que o do Vulcão do  Fogo de S.Miguel,  como se pode  publicamente garantir  que em 2007, depois 2008, depois  2010, depois?? vai haver um central de 12  MW  na Terceira, só faltando dizer a marca ?

E as questões ambientais , bem mais complexas do que em S. Miguel ? E  porquê sempre e  sempre a  americana Geotermex , em detrimento de empresas europeias ?

Quando a formação duma escola de técnicos locais de geotermia,  treinados no estran geiro e recebendo ensinamentos? Porquê o receio da crítica e da discussão?

É TEMPO DE MUDAR — e eu não faço sombra a ninguém. Aproximo-me da reforma mas ninguém me pode impedir de pensar, de opinar.

Não digam mais balelas e não sejam precocemente senis . 

Victor Hugo Forjaz

Professor com Agregação em Geotermia

 - artigo publicado no  Diário Insular