terça-feira, 18 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Os elefantes comem-se às Fatias
Foto da autoria de Carlos Rego - CML
Ângelo Felgueiras começou
por escalar montanhas por gosto, atingindo o Cume do Kilimanjaro, com 5963
metros, em África, em 1997. Com isto ele iniciava a sua conquista dos “Seven
Summits”, as montanhas mais altas de cada um dos continentes.
Em 2007, ao escalar o
Denali (6195m), no Alasca, teve pela primeira vez o patrocínio da GROUPAMA
Seguros e, nesse mesmo ano, com outra escalada promoveu a criação da biblioteca
infanto-juvenil da Associação Moinho da Juventude, em Amadora. No ano seguinte
já estava a “escalar por uma causa”, revertendo os fundos obtidos pela sua
campanha para instituições carenciadas.
No ano de 2009, começou a
subida ao Monte Evereste (8850m), atribuindo o valor de €1 a cada metro a
reverter na totalidade para o ATL da Galiza, com o objetivo de comprar uma
carrinha nova para a Escolinha de Râguebi da Galiza. Este ano, acabou o seu
projeto dos “Seven Summits” ao subir o Monte Vinson (4892m), na Antárctica. Com
estas e outras ações, Ângelo demonstra que os elefantes comem-se às fatias,
pois se for feito “um bocadinho” todos os dias, no fim tem-se algo grande.
Este último tema foi
precisamente o da sua recente palestra nos Açores, organizada pela Associação
Amigos do Calhau e pelo CEFAL, em parceria com muitas outras entidades, a 23 de
Agosto, em S. Miguel, na Pousada de Juventude da Lagoa, onde explicou à sua
audiência os seus projetos e as suas viagens e sensibilizou-a para também ajudar
os que mais necessitam. Durante este evento houve também uma parede de escalada
montada para os mais novos, pelo CALAG, que, sob a orientação do professor Luís
Guimarães, tem feito um excelente trabalho na formação dos nossos jovens.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Cientista defende cobrança de acessos à Ponta da Ferraria
Publicado: 2012-09-08 18:32:00 | Actualizado: 2012-09-08 18:32:00
Por: Luciano Barcelos
A cobrança do acesso à Ponta da Ferraria, um sítio de interesse geológico em S. Miguel, Açores, visitado anualmente por mais de 50 mil pessoas, pode ajudar a resolver os problemas de acumulação de lixo e de vandalismo.
"Esta ideia surge num trabalho inovador que, pela primeira vez, permite ter elementos quantitativos sobre o uso de um geossítio sem controlo de acesso", afirmou João Carlos Nunes, coordenador científico do Geoparque Açores, em declarações à Lusa, referindo-se à tese de mestrado intitulada 'Estratégias de Monitorização do Geossítio Ponta da Ferraria e Pico das Camarinhas, Contributo para a Gestão do Património Geológico dos Açores'.
A Ponta da Ferraria, na freguesia dos Ginetes, em Ponta Delgada, é um local "ímpar nos Açores", salientando João Carlos Nunes que possui "uma geologia diferente e especial no contexto da região", nomeadamente "um pequeno cone litoral, pequenos fragmentos de rocha", a que se deve acrescentar um "valor turístico" que resulta da existência de uma zona balnear de água quente e umas termas.
Para este investigador da Universidade dos Açores, a tese de mestrado de Ana Filipa Lima, da Universidade do Minho, que será apresentada publicamente na terça-feira, contém "uma abordagem inovadora para a conservação, divulgação e valorização" daquela zona da ilha de S. Miguel, que "está associada à mística da erupção da ilha Sabrina, que ocorreu em 1811".
"É um sítio muito visitado e com elevado interesse científico, socioeconómico e cultural", frisou João Carlos Nunes, acrescentando que o trabalho realizado permitiu "recolher elementos quantitativos sobre o uso daquele geosítio".
Os dados obtidos indicam que "é visitado por mais de 50 mil pessoas ao longo do ano, das quais cerca de 53 por cento são estrangeiros".
"Mais de 80 por cento dos visitantes, além de observarem a zona a partir do miradouro, descem à Ferraria, seja porque querem ver o aspeto da geologia, querem tomar um banho ou ir às termas", afirmou João Carlos Nunes, alertando para os "problemas de gestão do espaço" relacionados com "acumulação de lixos e alguns atos de vandalismo".
Para ultrapassar estas questões, apontou para "uma maior articulação entre quem gere o espaço, desde a Câmara às secretarias regionais da Economia e do Ambiente", assim como a possibilidade de as visitas serem "cobradas".
"Uma verba simbólica, entre 50 cêntimos e um euro", que, em troca, permitiria disponibilizar aos visitantes "um guia próprio com informação sobre o local e a delineação de trajetos e sítios a visitar".
João Carlos Nunes admitiu que "isso ajudaria na gestão do espaço e permitiria dar garantias de uma boa manutenção".
A tese de mestrado de Ana Filipa Lima será apresentada terça-feira na Junta de Freguesia de Ginetes, em colaboração com a Universidade dos Açores e o Geoparque Açores.
Cada vez mais, os lugares que durante séculos eram públicos e de usufruto livre dos cidadãos, estão a ser cobiça de entidades sugadoras de dinheiros públicos muito duvidosas.São milhões que se gastam em estruturas que são quase sempre elefantes brancos, e que se tem que ir arranjar dinheiro a algum lado para justificar a sua manutenção.
Já foi a poça da dona Beija, já se anunciou também entradas cobradas para a caldeira velha, também já se fala que para subir à montanha do Pico era bom que se pagasse, agora é a Ferraria, a seguir virá a lagoa do fogo, e nuca mais paramos de alimentar um sem número de amigos de alguém. De certo que não podemos pactuar com estas politicas, e seremos sempre uma voz activa na defesa do livre acesso das belezas naturais das nossas ilhas
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