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terça-feira, 20 de janeiro de 2015


Inserido no projecto de erradicação de plantas invasoras  da Orla Costeira de São Miguel, a Associação Amigos do Calhau, vai efectuar no próximo dia 24/01//2015 das 10h30m às 12h30, mais uma limpeza do carpobrotuedulis-  chorão-da-praia,

O combate à presença do chorão está recolhido na legislação nacional (Decreto–Lei n.º 565/99). Na legislação regional (Decreto Legislativo Regional n.º 15/2012/A, Regime jurídico da conservação da natureza e da protecção da biodiversidade) o chorão está considerado como “um taxon com risco ecológico conhecido” e "prioritário para controlo ou erradicação". O chorão está ainda incluído entre as cem espécies infestantes da fauna e da flora macaronésica determinadas como potencialmente mais perigosas no âmbito do projecto BIONATURA.
Ajude-nos no seu combate.

 Ponto de encontro: -  junto aos balneários da Praia das Milícias
 Local de trabalho :- Orla costeira Nascente da Praia das Milícias



domingo, 11 de janeiro de 2015

O Fórum do Mergulho

Realizou-se nos dias 10 e 11 de Dezembro na Universidade dos Açores o IV Fórum de apoio á decisão (?) “Conhecer o mar dos Açores”.

Estive no segundo dia e com aquele lema do apoio á decisão esperava que todos tivessem voz desde a minoria que efectivamente teve isto é os representantes do Governo e dos interesses económicos até aos representantes da pesca profissional e lúdica e dos simples utilizadores do mar.

Claro que os trabalhos científicos acho que todos ou quase todos da Universidade dos Açores foram, como já nos habituaram, de muita qualidade e interesse embora num caso com números de milhões de euros  que até superavam o total das receitas da Hotelaria nos Açores.

Mas no fim da parte que vi ficou Governo -2, Universidade -7 e privados comerciais -4.
Privados cidadãos -0, privados pesca lúdica -0 e pesca profissional-0.

Acredito que tenham tentado a participação desta maioria dos utilizadores do mar, que apenas teve uns vislumbres de intervenção (aliás muito discordantes) nas perguntas da audiência mas não se viu nada mais apesar de a Constituição Portuguesa estabelecer essa maioria como titular do direito ao uso e fruição dos bens naturais públicos incluindo o mar.

Talvez porque ao contrário do que foi afirmado não há consenso nenhum.

E o facto é que é no mínimo desonesto fixar áreas a proteger incluindo algumas das poucas zonas das nossas costas escarpadas a que o cidadão normal pode aceder pelos seus meios (sem barcos caros) e que são de utilização tradicional pelos que asseguram parte da sua subsistência com a pesca.

Se agora já morrem todos os anos demasiados pescadores e apanhadores de polvos e lapas imagine-se o que vai acontecer se lhes for vedada a utilização de algumas das zonas de mais fácil acesso.

É muito mau misturar os interesses das empresas comerciais de mergulho e observação com a necessidade que todos sentimos de criar zonas de repovoamento para as espécies.

Enquanto os primeiros apenas querem tomar posse dos seus locais de mergulho favoritos e reservá-los para os seus clientes, de preferência estrangeiros que pagam melhor, a segunda pode ser realizada com um mínimo de perdas para a maioria dos utilizadores do mar.

Por isso a proposta apresentada pelo conhecido e conhecedor Nuno Sá para a zona do Faial/Pico me pareceu muito equilibrada ao dizer claramente que gostaria de ter pequenas zonas protegidas á volta dos locais tradicionais de mergulho em que seria bom não haver pesca e propondo uma zona na Madalena que claro que vai acabar por ser a que os pescadores tradicionais puderem aceitar.

A proposta da AAM apenas tenta ressuscitar o defunto decreto, que entrou em vigor mas ninguém cumpria, aumentando o número de zonas para reservar o máximo possível para o mergulho e a promiscuidade entre conservação da natureza e dos recursos do mar e os operadores comerciais.

Basta ver que 8 das zonas propostas a única qualificação que tem é incluírem em grandes extensões de costa pequenas zonas tradicionais de mergulho que deveriam ser tratadas como tal e não misturadas com outros objetivos mais consensuais.

E a maioria ou quase todas estão a menos de uma hora de viagem dos barcos das empresas de Ponta Delgada e Vila Franca.

Porque a verdade é que, na minha modesta opinião pelo menos, as zonas de reserva para repovoamento de espécies, podendo ser em qualquer trecho da costa, devem ser fora do alcance, longe quanto possível de zonas povoadas ou com acesso fácil ao mar, com inicio e fim bem visíveis do mar e de terra (e claros para todos seja um farol ou uma falésia conhecida), com um bom espaço de costa e mar entre elas e onde se diz claramente às pessoas “aqui não se vai passar nada durante dez anos” ou coisa parecida.

E onde se podem tomar algumas medidas de apoio ao repovoamento como é feito em muitos locais e note-se que há também muitos em que até o mergulho é interdito.

Mergulhei por exemplo numa reserva no Brasil em que apenas num cantinho é permitido o mergulho e sempre a mais de um metro do fundo.

Portanto eu se fosse de uma empresa de mergulho gostaria de ter os locais preferidos o mais livres da pesca que fosse possível mas sem exageros não vá alguém pensar em proibir o mergulho também ou reclamar isso em tribunal.

E por exemplo se é verdade que a zona do Dori tem 800 m de raio é uma perfeita estupidez (chegaria quase a terra e fomentaria a desobediência permanente) mas como em muitas outras coisas da informação regional aos cidadãos desafio alguém a encontrar o texto que instala aquela reserva.

E é fundamental que as reservas sejam aceites ou pelo menos toleradas por todos.

Voltando ao Brasil uma tentativa desastrada já há algum tempo de impor uma zona exclusiva para uma empresa de mergulho num banco de pesca tradicional acabou com um incêndio de um barco e também ouvi falar de no Pico ter sido retalhado á facada um pneumático de uma empresa de whale watching.

Mas voltando ao Fórum de imposição das decisões ainda tivemos um momento surrealista quando o DRAM interrompeu o evento para dar a palavra a um representante de Santa Maria que nem estava inscrito como orador e nos brindou com uma longa intervenção.

Note-se que tem todo o direito de defender as suas opiniões e dos outros associados mas não daquela forma e naquele momento em que o Fórum se transformou numa ante-visão do famoso Prós e Contras Açoriano que se iria realizar ali ao lado também só com prós e sem contras.

Embora seja verdade que a regulamentação que saiu depois para Santa Maria é equilibrada e minimalista como deve ser nas áreas e nas restrições embora no limite da constitucionalidade nas duas linhas que dedica aos privados.

 Finalmente e para deixar uma pequena contribuição de quem anda no mar há muitos anos acho que deveria haver:

Transparência – com a garantia de que quem legisla não tem interesses no que é legislado ou não está capturado pelos agentes económicos

Audição – com a garantia de participação de todos os interessados e com direitos de utilização comum dos bens públicos no mar que só devem ser limitados no mais estrito interesse geral

Informação – com a garantia de que o que deve ser cumprido é claro e está á disposição de todos para consulta em todos os canais de forma simples e preferencialmente referenciado no local por marcas em terra e bóias no mar.

E Bom Ano Novo de 2015 para todos que gostam do mar com a certeza que é possível a partilha sem ferir o nosso princípio constitucional da igualdade.


João Paim Vieira 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Projecto de erradicação de plantas invasoras na orla costeira de São Miguel


A actividade consistirá basicamente na erradicação do chorão (Carpobrotus edulis) na zona litoral situada entre a Praia das Milícias e a Praia do Pópulo, nas freguesias de São Roque e Livramento. Esta planta exótica se encontra actualmente invadindo toda esta zona litoral, ocupando a primeira linha de terra que está em contacto com a zona rochosa e o mar. 

O combate à presença do chorão está recolhido na legislação nacional (Decreto–Lei n.º 565/99). Na legislação regional (Decreto Legislativo Regional n.º 15/2012/A, Regime jurídico da conservação da natureza e da protecção da biodiversidade) o chorão está considerado como “um taxon com risco ecológico conhecido” e "prioritário para controlo ou erradicação". O chorão está ainda incluído entre as cem espécies infestantes da fauna e da flora macaronésica determinadas como potencialmente mais perigosas no âmbito do projecto BIONATURA.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Limpeza da Orla costeira da Lagoa - dia 01-11-2014 das 14h às 16h



Caros Amigos, 

O Expolab vai organizar uma limpeza da orla costeira da Lagoa, no dia 01-11-2014 das 14h às 16h.

Esta acção de sensibilização conta com várias parcerias entre as quais a Associação Amigos do Calhau.

Participa, contamos com a colaboração de todos para defesa desta causa, que é muito importante para todos os Açorianos

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

MANIFESTO EM DEFESA DO CAGARRO

REIVINDICAÇÕES PARA A CAMPANHA
“SOS CAGARRO” 2014



Considerando as deficiências com as quais ano após ano se confrontam os voluntários da Campanha “SOS Cagarro” e que levam a uma maior queda e ferimentos das aves e a umas condições às vezes pouco dignas para o seu resgate, as associações e os cidadãos abaixo assinantes reivindicam por parte do governo regional:


1) Um compromisso para a redução efetiva da iluminação pública durante as duas semanas principais que dura a Campanha SOS Cagarro.

Mais da metade das aves que caem em terra tem por causa a exagerada iluminação pública de infraestruturas como portos de pesca, campos de futebol e estradas situadas junto ao litoral.

Nesta situação a Campanha SOS Cagarro e todo o labor dos voluntários muitas vezes não passa de um logro, limitando-se na realidade a recolher as aves que previamente são “obrigadas” a cair em terra devido à excessiva iluminação. Como consequência das quedas muitas das aves, perto de um milhar no passado ano, ficam feridas ou morrem.

É necessário seguir exemplos como o das ilhas Canárias, onde as autoridades regionais promovem ativamente a campanha “Apagón por la pardela”, através da qual municípios e entidades privadas reduzem significativamente as luzes durante a campanha de recolha de cagarros. Nos Açores, pouco ou nada disto é feito apesar de existirem ilhas declaradas Reservas da Biosfera que deveriam primar por estarem na vanguarda no respeito e defesa do ambiente.


2) A declaração do cagarro (Calonectris diomedea borealis) como Ave Regional, de especial interesse e proteção na Região Autónoma dos Açores.

Ainda que nos Açores existam outras aves que seriam candidatas a este título, esta espécie é a mais abundante em todas as ilhas, a mais próxima das populações e aquela cuja proteção melhor serviria para a proteção do conjunto dos ecossistemas litorais de todo o arquipélago e de outras aves marinhas ameaçadas.



3) A criação do “Telefone do Cagarro”, telefone único e gratuito para todas as ilhas a funcionar durante as 24 horas durante as semanas da Campanha SOS Cagarro.
O “Telefone do Cagarro” evitaria a actual multiplicidade de telefones disponíveis, todos eles pagos, e facilitaria a comunicação de quedas de aves, reencaminhando a informação para a entidade mais adequada em cada caso.


4) O inicio da construção de um Centro de Recuperação de Fauna (CRF) nas principais ilhas, com capacidade para acolher e tratar todos os cagarros feridos.

Durante a Campanha são bastantes as aves encontradas feridas e que precisam de assistência veterinária, situação até agora não tratada de forma adequada nem digna, faltando infraestruturas próprias. Os CRF poderão servir também de lugar de depósito noturno de todas as aves recolhidas durante a Campanha, que até agora são depositadas em lugares às vezes muito inapropriados até a sua libertação no dia seguinte.

Os CRF são ainda uma necessidade, durante todo o ano, para o tratamento de outras espécies de aves dos Açores e como depósito de animais apreendidos em situação ilegal, necessidade para a qual a própria GNR tem vindo a alertar repetidamente. Actualmente acontecem situações caricatas como o transporte dum milhafre ferido da Terceira até o Corvo, ilha onde nem sequer existem milhafres, por existirem ali umas pequenas instalações para a recuperação de aves.


5) A divulgação pública e a análise dos resultados da Campanha SOS Cagarro, permitindo detetar em todas as ilhas os pontos negros onde é registada em cada ano uma maior quantidade de quedas de aves e uma maior mortalidade.

Esta análise, juntamente com a informação sobre os lugares de nidificação e do sucesso reprodutivo da espécie, permitiria definir melhores estratégias e ações para as Campanhas a realizar nos anos seguintes.




Organizações, por ordem alfabética

Amigos dos Açores - Associação Ecológica
Amigos do Calhau -  Associação Ecológica
CAES - Coletivo Açoriano de Ecologia Social



terça-feira, 29 de julho de 2014

Limpeza da orla costeira da Atalhada - Lagoa, Lugar do Cruzeiro, realizada no passado dia 26-07-2014.

Para ver mais fotos clique --- Aqui

A Associação Amigos do Calhau vem agradecer publicamente todo o apoio prestado pela Câmara Municipal de Lagoa no evento da limpeza da orla costeira da Atalhada - Lagoa, Lugar do Cruzeiro, no passado dia 26-07-2014.

Esta acção de sensibilização ambiental teve como paradigma a participação activa da sociedade civil em actos de civismo ambiental.

Foi com grande agrado que constatamos a participação de muitos jovens, que serão de certeza um exemplo para muitos outros.

Um agradecimento muito especial para a Dr.ª Cristina Calisto, vice presidente da Câmara Municipal da Lagoa, que nos honrou com a sua participação activa, dando assim um importante contributo para a formação da sociedade.

Um bem haja a todos 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Limpeza do Calhau - Local do Cruzeiro na Altalhada - Lagoa

Caros amigos,

A Associação Amigos do Calhau vai realizar, com a colaboração da Câmara Municipal de Lagoa, Sábado, 26-07-2014, pelas 16h30m, uma limpeza do calhau no largo do Cruzeiro, Atalhada-Lagoa.

Esta ação tem como objetivo sensibilizar a sociedade em geral para a participação cívica na salvaguarda do Património Natural dos Açores.

Neste local pode encontrar escoadas lávicas, juncos, perrexil, limonium, erva leiteira, bracel da rocha, e muitas mais preciosidades da nossa biodiversidade natural.
   

Apareça, e ajude-nos a manter este local limpo.


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Limpeza de plantas invasoras no litoral da Ribeira Grande

Caros amigos,

A Associação Amigos do Calhau vai colaborar sábado, dia 19, das 10:30 às 12:30, com o Prof. Luís Noronha, numa limpeza de plantas invasoras na orla costeira da Ribeira Grande.

Ponto de encontro: Miradouro de Santa Luzia, pelas 10h:30m. Quem quiser pode chegar mais cedo pois, pelas 9h:30m, o Prof. Luís Noronha já estará no local.

Tragam luvas e máquina fotográfica para registarem as vidálias em flor. E uma lanterna para conhecer as casamatas da II Guerra Mundial.


O combate à presença do chorão está recolhido na legislação nacional (Decreto–Lei n.º 565/99). Na legislação regional (Decreto Legislativo Regional n.º 15/2012/A, Regime jurídico da conservação da natureza e da protecção da biodiversidade) o chorão está considerado como “um taxon com risco ecológico conhecido” e "prioritário para controlo ou erradicação". O chorão está ainda incluído entre as cem espécies infestantes da fauna e da flora macaronésica determinadas como potencialmente mais perigosas no âmbito do projecto BIONATURA.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Limpeza de plantas infestantes /invasoras na Praia das Milícias.


A Associação Amigos do Calhau vem agradecer publicamente a colaboração de todos os que participaram na 1ª limpeza de plantas infestantes na Praia das Milícias.

Um agradecimento especial às seguintes entidades:

Direcção dos Assuntos do Mar

Autoridade Marítima

Parque Natural da Ilha de São Miguel

Câmara Municipal de Ponta Delegada

Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR.

Foram cerca de 300 quilos de Carpobrotus edulis (cacto-chorão), que se retirou de um pequeno espaço de cerca 90m2. Dado que esta actividade teve a colaboração de 10 voluntários, foi enorme o que se conseguiu fazer.


Salientamos que esta iniciativa se irá repetir uma vez por mês, para que se note algum efeito no terreno. Assim, vamos analisar neste primeiro mês como se comporta o espaço limpo, e se a vegetação nativa recupera os seus locais naturais; entretanto vamos começar a recolher sementes para proceder à recuperação da flora natural deste local.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Actividade de limpeza de plantas exóticas invasoras no litoral entre a Praia das Milícias e a Praia do Pópulo-Ponta Delgada




A actividade consistirá basicamente na erradicação do chorão (Carpobrotus edulis) na zona litoral situada entre a Praia das Milícias e a Praia do Pópulo, nas freguesias de São Roque e Livramento. Esta planta exótica se encontra actualmente invadindo toda esta zona litoral, ocupando a primeira linha de terra que está em contacto com a zona rochosa e o mar.


O combate à presença do chorão está recolhido na legislação nacional (Decreto–Lei n.º 565/99). Na legislação regional (Decreto Legislativo Regional n.º 15/2012/A, Regime jurídico da conservação da natureza e da protecção da biodiversidade) o chorão está considerado como “um taxon com risco ecológico conhecido” e "prioritário para controlo ou erradicação". O chorão está ainda incluído entre as cem espécies infestantes da fauna e da flora macaronésica determinadas como potencialmente mais perigosas no âmbito do projecto BIONATURA.

Ver texto completo ---------->Aqui

terça-feira, 3 de junho de 2014

Limpeza da Orla Costeira e Subaquática na Lagoa



Partindo do principio, se não sujarmos não é preciso limparmos,vai decorrer mais uma limpeza da orla costeira da Lagoa. Infelizmente esta máxima ainda não está interiorizada pelos Micaelenses. Precisamos de todos, (poder politico, poder local, forças de vigilância e população em geral) para tentarmos alterar esta situação.

Não fiques em casa, a tua participação é importante.

domingo, 12 de janeiro de 2014

A “liberalização “ da venda de peixe

Fui ver o que era o anúncio da “liberalização” da venda de peixe que saiu há dias em todos os jornais.
E afinal é apenas a liberdade dos comerciantes de ganharem mais ainda.
Antes se compravam um peixe de um quilo por dois euros só podiam ganhar meio euro ( alguém acreditará nisso?),agora podem comprar o mesmo peixe por um euro e lucrar dois euros com ele.
E eu a julgar que era uma liberalização a sério com o fim de um regime antigo , caduco e corrupto de antes do 25 de Abril.
É estranho como muitas leis de Salazar continuam a ser acarinhadas 40 anos depois do 25 de Abril e até se pede para voltarem como no caso da incrível lei das rendas de casa.
Esta do peixe é no mínimo esquisita - numa sociedade que se diz dos livres mercados e da concorrência os únicos que se podem considerar produtores nesta área são impedidos de vender o seu produto directamente   aos consumidores finais.
Mesmo que se trate de muito pouco peixe pescado por pequenos barcos artesanais de boca aberta.
Será que são eles próprios que não querem?
Não foi o que vi este ano em muitos portos pequenos e grandes dos Açores em que a generalidade dos pescadores se pudesse vender directamente o faria.
São normas comunitárias – esta venderam-me durante uns tempos mas em Abril em Marselha , capital europeia da cultura, ao lado do Metro do  Vieux Port estavam umas bancas em frente a cada barco com grandes prateleiras de inox cheias de peixe que moradores e turistas admiravam e compravam.
Pargos , sargos , meros , tainhas,bicudas,polvos ,lagostas , cavacos e tudo o mais muitos vivos e todos com um ar de terem acabado de sair do mar.
E nem sequer muito mais caros que nos Açores alguns até mais baratos.
Noutras cidades do sul para além da venda há uma espécie de restaurantes em que cozinham o peixe que os turistas compraram aos pescadores.
Em Cabo Verde  no Tarrafal  vimos a  chegada de um barco de pesca artesanal que entregou o peixe directamente para cestos de vendedores , particulares, restaurantes ,hoteis etc.
Disseram-me que tinha um anotador do governo que marcava o que ia saindo.
Ficando a mais valia em quem teve o trabalho , a dificuldade e correu o risco de ir ao mar para disponibilizar o peixe que todos gostamos seja bem fresco.
E criando postos de trabalho de valor acrescentado local.
Neste Verão vi muitos exemplos do contrário nos portos dos Açores de Santa Maria às Flores.
Desde a Lagoa com os restaurantes á volta do porto onde legalmente não entra peixe vindo do mar até Santa Cruz nas Flores mesmo que se trate de vinte ou trinta quilos vai tudo para circuitos que deveriam ser exclusivos da pesca em larga escala.
Claro que isso só estimula a fuga e o incumprimento .
Em Santo Amaro no Pico vi chegar um barco que trazia duas ou três caixas de peixe e perguntei se dois meros de 4 ,5 kilos que trazia não iam logo para os restaurantes locais.
Resposta : nem pensar ou tiram-me a licença e os subsídios.
E contudo o interesse público e local parecia ser que os habitantes e os negócios dependentes dele pudessem comprar o peixe fresco ali mesmo.
Ou os turistas irem ao restaurante almoçar um daqueles meros.
Em vez disso o peixe foi para caixas com gelo numa arrecadação no canto do portinho , ficou a aguardar até á tarde para ser levado para a Madalena a 40 km de distancia, esperou pela manhã seguinte para ser leiloado sem a presença do pescador( que diz que por aquela quantidade não lhe vale a pena fazer 80 km) e correu o risco de ser vendido a um ou dois euros o quilo(esta vendo pelo preço que comprei).
Se voltar a Santo Amaro aquele peixe terá muito mais de 24 horas em cima e a mais valia dele já terá ficado por outros lados e noutras mãos.
Uma das principais razões porque Portugal está na situação em que está tem a ver com o excesso de regulação , de leis e normas para tudo e para nada que na maior parte das vezes embora dizendo defender o interesse público instalam interesses muito particulares.
Mas neste assunto não se fiquem pela opinião de um curioso como eu perguntem como eu perguntei a quem sabe mesmo a Liberato Fernandes que com a Porto de Abrigo mesmo no meio de muitos problemas e dificuldades até substituiu o Estado numa função que era dele nas comunicações com os pescadores e não só.
Ou ao nosso navegador Genuíno Madruga que embora seja um pescador de grandes pescarias tem sensibilidade para os problemas dos mais pequenos.
E arranjem um sistema mais justo para os pescadores e que ponha o interesse público no acesso rápido e local aos produtos do mar á frente de outros interesses.

João Paim Vieira  

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Anilhagem e Libertação de Cagarros

No âmbito da Campanha SOS Cagarro 2013, o Parque Natural de São Miguel irá dinamizar uma ação de anilhagem de cagarros e posterior libertação dos mesmos, no próximo sábado dia 2 de novembro, pelas 9h30, tendo como ponto de encontro a Praia do Pópulo (Praia Pequena).


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Campanha SOS cagarro 2013

Nos últimos anos tem vindo a diminuir o nº de salvamentos nos Açores.Ainda não se encontrou uma resposta para tal facto, uns apontam para falta de alimentação e por isso menos nascimentos, outros para a destruição de habitas, etc. Atendendo a que a Spea tem dois projectos nos Açores para protecção do cagarro, e que envolvem muito dinheiro, é com grande preocupação nossa que não haja um censo recente, o último é de 2001, onde pudesse-mos analisar se as colónias estão estáveis ou a diminuir.

Atendendo a que os juvenis atingem o seu estado adulto por volta dos 7 anos, ou seja só nesta altura é que regressam aos Açores, esta diminuição a verificar-se este ano novamente, vai-nos por uma grande incógnita:

- o que se estará a passar no hemisfério Sul ?

- nos últimos 20 anos nos Açores será que se salvaram mais do que dos que morreram?

A meu ver a campanha deverá ser pensada de uma forma mais global, em parceria com outras regiões.

Este ano Participe e salve um cagarro este ano.

http://www.azores.gov.pt/gra/dram-soscagarro



Importante; não deixe de registar o seu  salvamento ------> aqui